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Claudia Leitte lança 'Balancinho' em reggaeton e diz que mistura de ritmos não apaga cultura do Axé

07/11/2018

Site Estadão

"A palavra balanço não tem a ver só com dança e coreografia. Sou muitas mulheres ao mesmo tempo e preciso me equilibrar para ser mãe, filha, cantora e empresária". É com essas palavras que Claudia Leitte define sua nova música Balancinho, que estreou nesta quarta-feira, 7, nas plataformas digitais.

Num formato que lembra o reggaeton, a canção é a aposta da cantora para o verão e o carnaval de 2019. "Esse lançamento é tão misturado que eu nem sei direito quais ritmos estão ali", brinca ela. "É uma música que nasceu na Bahia e dá para escutar em qualquer momento e lugar", diz.

A carreira de Claudia Leitte se originou no axé, o que não a impediu de diversificar seu repertório com músicas pop e afro-latinas - como é o caso de Balancinho. Além disso, ela começou a investir numa carreira internacional há quatro anos, quando fez parceria com Pitbull e Jennifer Lopez em We Are One (Ole Ola) - a música oficial da Copa do Mundo no Brasil, de 2014.Apesar disso, a artista afirma que essas mudanças não representam uma nova etapa em sua carreira e tampouco um distanciamento de suas raízes soteropolitanas. "Não é uma outra fase que estou vivendo. Ficar num trio elétrico por muitas horas cantando a mesma coisa é uma encheção de saco. Nós, músicos, não podemos ser hipócritas de dizer que não cansa", revela. "Eu acho até que o movimento que me representa, o Axé Music, me deu a oportunidade de passear por todos esses caminhos", reconhece.

Veja abaixo a entrevista exclusiva de Claudia Leitte.

O que define Balancinho?
Uma música solar, que desperta meu desejo de dançar, e eu constatei que faz isso com todo mundo em volta. Minha família passou o final de semana dançando esta música. Meus filhos, meus sobrinhos... todo mundo pulando em cima da mesa. É uma música que traz felicidade.

A família então ficou sabendo antes de todos?
Com certeza. A primeira audição é lá.

Você acredita que Balancinho vai fazer mais sucesso que a música Carnaval, lançada no começo deste ano?
Eu nunca comparei uma música com a outra. Cada lançamento tem o seu lugar, conta uma história e tem um momento diferente. Acredito que Balancinho é um bolaço. É uma música tão feliz quanto Carnaval.

Qual foi o motivo para centenas de "Claudias" aparecerem no clipe?
Eu sou todas elas, tenho múltiplas funções e preciso balancear tudo isso em mim. Balancinho me remete ao movimento de estar sempre indo de um lado para o outro, buscando equilíbrio, sem deixar de ser a mesma pessoa nos diferentes momentos. Se você for minucioso, verá que o clipe mostra uma Claudia que conecta todas as outras. Sou uma mulher cheia de cores, um pouquinho de cada uma delas. Essa música é uma metáfora para minha vida.

Você já fez parceria com Pitbull, Daddy Yankee, Jennifer Lopez e já cantou em inglês e espanhol. Você se considera numa nova fase da sua carreira ao atuar com músicos internacionais?
Acho que essa ideia é uma percepção de quem me assiste. Estou sempre fazendo música e sinto como se eu tivesse nascido para fazer isso. Há momentos em que eu sou uma Claudia caseira, tranquila, mas a principal, a que me faz movimentar tudo, é a Claudia cantora. Então não posso dizer que estou numa nova fase. Eu estou seguindo um fluxo, já que gosto de flertar com outros estilos musicais e gosto de renovar. Sou inquieta por natureza e agora estou buscando um novo caminho de forma natural. Sempre fui assim.

Algumas pessoas criticam essa internacionalização. O que você pensa sobre?
Eu nem penso nisso. Música não tem fronteiras, não tem limite e nem espaço. Música é liberdade. Eu já gravei com Roberto Carlos, Jair Rodrigues, CPM 22, Badauí, Ricky Martin, Pitbull, Jennifer Lopez e essas parcerias nunca me limitaram artisticamente. Eu acho até que o movimento que me representa, o Axé Music, me deu a oportunidade de passear por todas esses caminhos. É uma encheção de saco ficar cantando a mesma coisa o tempo todo. Nós, músicos, não podemos ser hipócritas de dizer que não cansa. Por que fazer o mesmo a vida inteira? As pessoas têm o direito de mudar de opinião, então por que um artista não pode experimentar outros estilos musicais? Não preciso defender uma bandeira. Quero ser feliz, fazer música.

 

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